terça-feira, 21 de junho de 2011

Não recebi nada do que pedi


Pedi a Deus para ser forte
A fim de executar projetos grandiosos
E Ele me fez fraco
Para conservar-me humilde.

Pedi a Deus que me desse saúde
Para realizar grandes empreendimentos
E Ele me deu a doença
Para compreendê-Lo melhor.

Pedi a Deus riqueza
Para tudo possuir
E Ele me deixou pobre
Para não ser egoísta.

Pedi a Deus poder
Para que os homens precisassem de mim
E Ele me deu humildade
Para que dele precisasse.

Pedi a Deus tudo
Para gozer a vida
E Ele me deu a vida
Para gozer de tudo.

Senhor, não recebi nada do que pedi,
Mas deste-me tudo o que eu precisava,
E, quase contra a minha vontade,
As preces que não fiz foram ouvidas.

Louvado sejas, ó meu Deus!
Entre todos os homens,
Ninguém tem mais do que eu!


sexta-feira, 17 de junho de 2011

PROVÉRBIOS


Site de referência: http://www.biblia.com.br/


CAPÍTULO 1

1 Estes são os provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel. 2 Eles ajudarão a experimentar a sabedoria e a disciplina; a compreender as palavras que dão entendimento; 3 a viver com disciplina e sensatez, fazendo o que é justo, direito e correto; 4 ajudarão a dar prudência aos inexperientes e conhecimento e bom senso aos jovens. 5 Se o sábio lhes der ouvidos, aumentará seu conhecimento, e quem tem discernimento obterá orientação 6 para compreender provérbios e parábolas, ditados e enigmas dos sábios. 7 O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina. 8 Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe. 9 Eles serão um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o seu pescoço. 10 Meu filho, se os maus tentarem seduzi-lo, não ceda! 11 Se disserem: Venha conosco; fiquemos de tocaia para matar alguém, vamos divertir-nos armando emboscada contra quem de nada suspeita! 12 Vamos engoli-los vivos, como a sepultura engole os mortos; vamos destruí-los inteiros, como são destruídos os que descem à cova; 13 acharemos todo tipo de objetos valiosos e encheremos as nossas casas com o que roubarmos; 14 junte-se ao nosso bando; dividiremos em partes iguais tudo o que conseguirmos! 15 Meu filho, não vá pela vereda dessa gente! Afaste os pés do caminho que eles seguem, 16 pois os pés deles correm para fazer o mal, estão sempre prontos para derramar sangue. 17 Assim como é inútil estender a rede se as aves o observam, 18 também esses homens não percebem que fazem tocaia contra a própria vida; armam emboscadas contra eles mesmos! 19 Tal é o caminho de todos os gananciosos; quem assim procede a si mesmo se destrói. 20 A sabedoria clama em alta voz nas ruas, ergue a voz nas praças públicas; 21 nas esquinas das ruas barulhentas ela clama, nas portas da cidade faz o seu discurso: 22 Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? Vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos, até quando desprezarão o conhecimento? 23 Se acatarem a minha repreensão, eu lhes darei um espírito de sabedoria e lhes revelarei os meus pensamentos. 24 Vocês, porém, rejeitaram o meu convite; ninguém se importou quando estendi minha mão! 25 Visto que desprezaram totalmente o meu conselho e não quiseram aceitar a minha repreensão, 26 eu, de minha parte, vou rir-me da sua desgraça; zombarei quando o que temem se abater sobre vocês, 27 quando aquilo que tem em abater-se sobre vocês como uma tempestade, quando a desgraça os atingir como um vendaval, quando a angústia e a dor os dominarem. 28 Então vocês me chamarão, mas não responderei; procurarão por mim, mas não me encontrarão. 29 Visto que desprezaram o conhecimento e recusaram o temor do Senhor¬, 30 não quiseram aceitar o meu conselho e fizeram pouco caso da minha advertência, 31 comerão do fruto da sua conduta e se fartarão de suas próprias maquinações. 32 Pois a inconstância dos inexperientes os matará, e a falsa segurança dos tolos os destruirá; 33 mas quem me ouvir viverá em segurança e estará tranqüilo, sem temer nenhum mal.

CAPÍTULO 2

1 Meu filho, se você aceitar as minhas palavras e guardar no coração os meus mandamentos; 2 se der ouvidos à sabedoria e inclinar o coração para o discernimento; 3 se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto; 4 se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido, 5 então você entenderá o que é temer o Senhor e achará o conhecimento de Deus. 6 Pois o Senhor é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento. 7 Ele reserva a sensatez para o justo; como um escudo protege quem anda com integridade, 8 pois guarda a vereda do justo e protege o caminho de seus fiéis. 9 Então você entenderá o que é justo, direito e certo, e aprenderá os caminhos do bem. 10 Pois a sabedoria entrará em seu coração, e o conhecimento será agradável à sua alma. 11 O bom senso o guardará, e o discernimento o protegerá. 12 A sabedoria o livrará do caminho dos maus, dos homens de palavras perversas, 13 que abandonam as veredas retas para andarem por caminhos de trevas, 14 têm prazer em fazer o mal, exultam com a maldade dos perversos, 15 andam por veredas tortuosas e no caminho se extraviam. 16 Ela também o livrará da mulher imoral, da pervertida que seduz com suas palavras, 17 que abandona aquele que desde a juventude foi seu companheiro e ignora a aliança que fez diante de Deus. 18 A mulher imoral se dirige para a morte, que é a sua casa, e os seus caminhos levam às sombras. 19 Os que a procuram jamais voltarão, nem tornarão a encontrar as veredas da vida. 20 A sabedoria o fará andar nos caminhos dos homens de bem e a manter-se nas veredas dos justos. 21 Pois os justos habitarão na terra, e os íntegros nela permanecerão; 22 mas os ímpios serão eliminados da terra, e dela os infiéis serão arrancados.

CAPÍTULO 3

1 Meu filho, não se esqueça da minha lei, mas guarde no coração os meus mandamentos, 2 pois eles prolongarão a sua vida por muitos anos e lhe darão prosperidade e paz. 3 Que o amor e a fidelidade jamais o abandonem; prenda-os ao redor do seu pescoço, escreva-os na tábua do seu coração. 4 Então você terá o favor de Deus e dos homens, e boa reputação. 5 Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento; 6 reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. 7 Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema o Senhor e evite o mal. 8 Isso lhe dará saúde ao corpo e vigor aos ossos. 9 Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; 10 os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho. 11 Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor nem se magoe com a sua repreensão, 12 pois o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem. 13 Como é feliz o homem que acha a sabedoria, o homem que obtém entendimento, 14 pois a sabedoria é mais proveitosa do que a prata e rende mais do que o ouro. 15 É mais preciosa do que rubis; nada do que você possa desejar se compara a ela. 16 Na mão direita, a sabedoria lhe garante vida longa; na mão esquerda, riquezas e honra. 17 Os caminhos da sabedoria são caminhos agradáveis, e todas as suas veredas são paz. 18 A sabedoria é árvore que dá vida a quem a abraça; quem a ela se apega será abençoado. 19 Por sua sabedoria o Senhor lançou os alicerces da terra, por seu entendimento fixou no lugar os céus; 20 por seu conhecimento as fontes profundas se rompem, e as nuvens gotejam o orvalho. 21 Meu filho, guarde consigo a sensatez e o equilíbrio, nunca os perca de vista; 22 trarão vida a você e serão um enfeite para o seu pescoço. 23 Então você seguirá o seu caminho em segurança, e não tropeçará; 24 quando se deitar, não terá medo, e o seu sono será tranqüilo. 25 Não terá medo da calamidade repentina nem da ruína que atinge os ímpios, 26 pois o Senhor será a sua segurança e o impedirá de cair em armadilha. 27 Quanto lhe for possível, não deixe de fazer o bem a quem dele precisa. 28 Não diga ao seu próximo: “Volte amanhã, e eu lhe darei algo”, se pode ajudá-lo hoje. 29 Não planeje o mal contra o seu próximo, que confiantemente mora perto de você. 30 Não acuse alguém sem motivo, se ele não lhe fez nenhum mal. 31 Não tenha inveja de quem é violento nem adote nenhum dos seus procedimentos, 32 pois o Senhor detesta o perverso, mas o justo é seu grande amigo. 33 A maldição do Senhor está sobre a casa dos ímpios, mas ele abençoa o lar dos justos. 34 Ele zomba dos zombadores, mas concede graça aos humildes. 35 A honra é herança dos sábios, mas o Senhor expõe os tolos ao ridículo.

CAPÍTULO 4

1 Ouçam, meus filhos, a instrução de um pai; estejam atentos, e obterão discernimento. 2 O ensino que lhes ofereço é bom; por isso não abandonem a minha instrução. 3 Quando eu era menino, ainda pequeno, em companhia de meu pai, um filho muito especial para minha mãe, 4 ele me ensinava e me dizia: Apegue-se às minhas palavras de todo o coração; obedeça aos meus mandamentos, e você terá vida. 5 Procure obter sabedoria e entendimento; não se esqueça das minhas palavras nem delas se afaste. 6 Não abandone a sabedoria, e ela o protegerá; ame-a, e ela cuidará de você. 7 O conselho da sabedoria é: Procure obter sabedoria; use tudo o que você possui para adquirir entendimento. 8 Dedique alta estima à sabedoria, e ela o exaltará; abrace-a, e ela o honrará. 9 Ela porá um belo diadema sobre a sua cabeça e lhe dará de presente uma coroa de esplendor. 10 Ouça, meu filho, e aceite o que digo, e você terá vida longa. 11 Eu o conduzi pelo caminho da sabedoria e o encaminhei por veredas retas. 12 Assim, quando você por elas seguir, não encontrará obstáculos; quando correr, não tropeçará. 13 Apegue-se à instrução, não a abandone; guarde-a bem, pois dela depende a sua vida. 14 Não siga pela vereda dos ímpios nem ande no caminho dos maus. 15 Evite-o, não passe por ele; afaste-se e não se detenha. 16 Porque eles não conseguem dormir enquanto não fazem o mal; perdem o sono se não causarem a ruína de alguém. 17 Pois eles se alimentam de maldade, e se embriagam de violência. 18 A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia. 19 Mas o caminho dos ímpios é como densas trevas; nem sequer sabem em que tropeçam. 20 Meu filho, escute o que lhe digo; preste atenção às minhas palavras. 21 Nunca as perca de vista; guarde-as no fundo do coração, 22 pois são vida para quem as encontra e saúde para todo o seu ser. 23 Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida. 24 Afaste da sua boca as palavras perversas; fique longe dos seus lábios a maldade. 25 Olhe sempre para a frente, mantenha o olhar fixo no que está adiante de você. 26 Veja bem por onde anda, e os seus passos serão seguros. 27 Não se desvie nem para a direita nem para a esquerda; afaste os seus pés da maldade.

CAPÍTULO 5

1 Meu filho, dê atenção à minha sabedoria, incline os ouvidos para perceber o meu discernimento. 2 Assim você manterá o bom senso, e os seus lábiosguardarão o conhecimento. 3 Pois os lábios da mulher imoral destilam mel; sua voz é mais suave que o azeite, 4 mas no final é amarga como fel, afiada como uma espada de dois gumes. 5 Os seus pés descem para a morte; os seus passos conduzem diretamente para a sepultura. 6 Ela nem percebe que anda por caminhos tortuosos, e não enxerga a vereda da vida. 7 Agora, então, meu filho, ouça-me; não se desvie das minhas palavras. 8 Fique longe dessa mulher; não se aproxime da porta de sua casa, 9 para que você não entregue aos outros o seu vigor nem a sua vida a algum homem cruel, 10 para que estranhos não se fartem do seu trabalho e outros não se enriqueçam à custa do seu esforço. 11 No final da vida você gemerá, com sua carne e seu corpo desgastados. 12 Você dirá: Como odiei a disciplina! Como o meu coração rejeitou a repreensão! 13 Não ouvi os meus mestres nem escutei os que me ensinavam. 14 Cheguei à beira da ruína completa, à vista de toda a comunidade. 15 Beba das águas da sua cisterna, das águas que brotam do seu próprio poço. 16 Por que deixar que as suas fontes transbordem pelas ruas, e os seus ribeiros pelas praças? 17 Que elas sejam exclusivamente suas, nunca repartidas com estranhos. 18 Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. 19 Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela. 20 Por que, meu filho, ser desencaminhado pela mulher imoral? Por que abraçar o seio de uma leviana? 21 O Senhor vê os caminhos do homem e examina todos os seus passos. 22 As maldades do ímpio o prendem; ele se torna prisioneiro das cordas do seu pecado. 23 Certamente morrerá por falta de disciplina; andará cambaleando por causa da sua insensatez.

CAPÍTULO 6

1 Meu filho, se você serviu de fiador do seu próximo, se, com um aperto de mãos, empenhou-se por um estranho 2 e caiu na armadilha das palavras que você mesmo disse, está prisioneiro do que falou. 3 Então, meu filho, uma vez que você caiu nas mãos do seu próximo, vá e humilhe-se; insista, incomode o seu próximo! 4 Não se entregue ao sono, não procure descansar. 5 Livre-se como a gazela se livra do caçador, como a ave do laço que a pode prender. 6 Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! 7 Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, 8 e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento. 9 Até quando você vai ficar deitado, preguiçoso? Quando se levantará de seu sono? 10 Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar, 11 assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado. 11 a sua pobreza o surpreenderá como um assaltante, e a sua necessidade lhe sobrevirá como um homem armado. 12 O perverso não tem caráter. Anda de um lado para o outro dizendo coisas maldosas; 13 pisca o olho, arrasta os pés e faz sinais com os dedos; 14 tem no coração o propósito de enganar; planeja sempre o mal e semeia discórdia. 15 Por isso a desgraça se abaterá repentinamente sobre ele; de um golpe será destruído, irremediavelmente. 16 Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta: 17 olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, 18 coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, 19 a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos. 20 Meu filho, obedeça aos mandamentos de seu pai e não abandone o ensino de sua mãe. 21 Amarre-os sempre junto ao coração; ate-os ao redor do pescoço. 22 Quando você andar, eles o guiarão; quando dormir, o estarão protegendo; quando acordar, falarão com você. 23 Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz à vida; 24 eles o protegerão da mulher imoral, e dos falsos elogios da mulher leviana. 25 Não cobice em seu coração a sua beleza nem se deixe seduzir por seus olhares, 26 pois o preço de uma prostituta é um pedaço de pão, mas a adúltera sai à caça de vidas preciosas. 27 Pode alguém colocar fogo no peito sem queimar a roupa? 28 Pode alguém andar sobre brasas sem queimar os pés? 29 Assim acontece com quem se deita com mulher alheia; ninguém que a toque ficará sem castigo. 30 O ladrão não é desprezado se, faminto, rouba para matar a fome. 31 Contudo, se for pego, deverá pagar sete vezes o que roubou, embora isso lhe custe tudo o que tem em casa. 32 Mas o homem que comete adultério não tem juízo; todo aquele que assim procede a si mesmo se destrói. 33 Sofrerá ferimentos e vergonha, e a sua humilhação jamais se apagará, 34 pois o ciúme desperta a fúria do marido, que não terá misericórdia quando se vingar. 35 Não aceitará nenhuma compensação; os melhores presentes não o acalmarão.

CAPÍTULO 7

1 Meu filho, obedeça às minhas palavras e no íntimo guarde os meus mandamentos. 2 Obedeça aos meus mandamentos, e você terá vida; guarde os meus ensinos como a menina dos seus olhos. 3 Amarre-os aos dedos; escreva-os na tábua do seu coração. 4 Diga à sabedoria: “Você é minha irmã”, e chame ao entendimento seu parente; 5 eles o manterão afastado da mulher imoral, da mulher leviana com suas palavras sedutoras. 6 Da janela de minha casa olhei através da grade 7 e vi entre os inexperientes, no meio dos jovens, um rapaz sem juízo. 8 Ele vinha pela rua, próximo à esquina de certa mulher, andando em direção à casa dela. 9 Era crepúsculo, o entardecer do dia, chegavam as sombras da noite, crescia a escuridão. 10 A mulher veio então ao seu encontro, vestida como prostituta, cheia de astúcia no coração. 11 (Ela é espalhafatosa e provocadora, seus pés nunca param em casa; 12 uma hora na rua, outra nas praças, em cada esquina fica à espreita.) 13 Ela agarrou o rapaz, beijou-o e lhe disse descaradamente: 14 Tenho em casa a carne dos sacrifícios de comunhão, que hoje fiz para cumprir os meus votos. 15 Por isso saí para encontrá-lo; vim à sua procura e o encontrei! 16 Estendi sobre o meu leito cobertas de linho fino do Egito. 17 Perfumei a minha cama com mirra, aloés e canela. 18 Venha, vamos embriagar-nos de carícias até o amanhecer; gozemos as delícias do amor! 19 Pois o meu marido não está em casa; partiu para uma longa viagem. 20 Levou uma bolsa cheia de prata e não voltará antes da lua che¬ia. 21 Com a sedução das palavras o persuadiu, e o atraiu com o dulçor dos lábios. 22 Imediatamente ele a seguiu como o boi levado ao matadouro, ou como o cervo que vai cair no laço 23 até que uma flecha lhe atravesse o fígado, ou como o pássaro que salta para dentro do alçapão, sem saber que isso lhe custará a vida. 24 Então, meu filho, ouça-me; dê atenção às minhas palavras. 25 Não deixe que o seu coração se volte para os caminhos dela, nem se perca em tais veredas. 26 Muitas foram as suas vítimas; os que matou são uma grande multidão. 27 A casa dela é um caminho que desce para a sepultura, para as moradas da morte.

CAPÍTULO 8

1 A sabedoria está clamando, o discernimento ergue a sua voz; 2 nos lugares altos, junto ao caminho, nos cruzamentos ela se coloca; 3 ao lado das portas, à entrada da cidade, portas adentro, ela clama em alta voz: 4 A vocês, homens, eu clamo; a todos levanto a minha voz. 5 Vocês, inexperientes, adquiram a prudência; e vocês, tolos, tenham bom senso. 6 Ouçam, pois tenho coisas importantes para dizer; os meus lábios falarão do que é certo. 7 Minha boca fala a verdade, pois a maldade causa repulsa aos meus lábios. 8 Todas as minhas palavras são justas; nenhuma delas é distorcida ou perversa. 9 Para os que têm discernimento, são todas claras, e retas para os que têm conhecimento. 10 Prefiram a minha instrução à prata, e o conhecimento ao ouro puro, 11 pois a sabedoria é mais preciosa do que rubis; nada do que vocês possam desejar compara-se a ela. 12 Eu, a sabedoria, moro com a prudência, e tenho o conhecimento que vem do bom senso. 13 Temer o Senhor é odiar o mal; odeio o orgulho e a arrogância, o mau comportamento e o falar perverso. 14 Meu é o conselho sensato; a mim pertencem o entendimento e o poder. 15 Por meu intermédio os reis governam, e as autoridades exercem a justiça; 16 também por meu intermédio governam os nobres, todos os juízes da terra. 17 Amo os que me amam, e quem me procura me encontra. 18 Comigo estão riquezas e honra, prosperidade e justiça duradouras. 19 Meu fruto é melhor do que o ouro, do que o ouro puro; o que ofereço é superior à prata escolhida. 20 Ando pelo caminho da retidão, pelas veredas da justiça, 21 concedendo riqueza aos que me amam e enchendo os seus tesouros. 22 O Senhor me criou como o princípio de seu caminho, antes das suas obras mais antigas; 23 fui formada desde a eternidade, desde o princípio, antes de existir a terra. 24 Nasci quando ainda não havia abismos, quando não existiam fontes de águas; 25 antes de serem estabelecidos os montes e de existirem colinas eu nasci. 26 Ele ainda não havia feito a terra, nem os campos, nem o pó com o qual formou o mundo. 27 Quando ele estabeleceu os céus, lá estava eu; quando traçou o horizonte sobre a superfície do abismo, 28 quando colocou as nuvens em cima e estabeleceu as fontes do abismo, 29 quando determinou as fronteiras do mar para que as águas não violassem a sua ordem, quando marcou os limites dos alicerces da terra, 30 eu estava ao seu lado, e era o seu arquiteto; dia a dia eu era o seu prazer e me alegrava continuamente com a sua presença. 31 Eu me alegrava com o mundo que ele criou, e a humanidade me dava alegria. 32 Ouçam-me agora, meus filhos: Como são felizes os que guardam os meus caminhos! 33 Ouçam a minha instrução, e serão sábios. Não a desprezem. 34 Como é feliz o homem que me ouve, vigiando diariamente à minha porta, esperando junto às portas da minha casa. 35 Pois todo aquele que me encontra, encontra a vida e recebe o favor do Senhor. 36 Mas aquele que de mim se afasta, a si mesmo se agride; todos os que me odeiam amam a morte.

CAPÍTULO 9

1 A sabedoria construiu sua casa; ergueu suas sete colunas. 2 Matou animais para a refeição, preparou seu vinho e arrumou sua mesa. 3 Enviou suas servas para fazerem convites desde o ponto mais alto da cidade, clamando: 4 “Venham todos os inexperientes!” Aos que não têm bom senso ela diz: 5 Venham comer a minha comida e beber o vinho que preparei. 6 Deixem a insensatez, e vocês terão vida; andem pelo caminho do entendimento. 7 Quem corrige o zombador traz sobre si o insulto; quem repreende o ímpio mancha o próprio nome. 8 Não repreenda o zombador, caso contrário ele o odiará; repreenda o sábio, e ele o amará. 9 Instrua o homem sábio, e ele será ainda mais sábio; ensine o homem justo, e ele aumentará o seu saber. 10 O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento. 11 Pois por meu intermédio os seus dias serão multiplicados, e o tempo da sua vida se prolongará. 12 Se você for sábio, o benefício será seu; se for zombador, sofrerá as conseqüências. 13 A insensatez é pura exibição, sedução e ignorância. 14 Sentada à porta de sua casa, no ponto mais alto da cidade, 15 clama aos que passam por ali seguindo o seu caminho:
16 “Venham todos os inexperientes!” Aos que não têm bom senso ela diz: 17 “A água roubada é doce, e o pão que se come escondido é saboroso!” 18 Mas eles nem imaginam que ali estão os espíritos dos mortos, que os seus convidados estão nas profundezas da sepultura.

CAPÍTULO 10

1 de Salomão: O filho sábio dá alegria ao pai; o filho tolo dá tristeza à mãe. 2 Os tesouros de origem desonesta não servem para nada, mas a retidão livra da morte. 3 O Senhor não deixa o justo passar fome, mas frustra a ambição dos ímpios. 4 As mãos preguiçosas empobrecem o homem, porém as mãos diligentes lhe trazem riqueza. 5 Aquele que faz a colheita no verão é filho sensato, mas aquele que dorme durante a ceifa é filho que causa vergonha. 6 As bênçãos coroam a cabeça dos justos, mas a boca dos ímpios abriga a violência. 7 A memória deixada pelos justos será uma bênção, mas o nome dos ímpios apodrecerá. 8 Os sábios de coração aceitam mandamentos, mas a boca do insensato o leva à ruína. 9 Quem anda com integridade anda com segurança, mas quem segue veredas tortuosas será descoberto. 10 Aquele que pisca maliciosamente causa tristeza, e a boca do insensato o leva à ruína. 11 A boca do justo é fonte de vida, mas a boca dos ímpios abriga a violência. 12 O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados. 13 A sabedoria está nos lábiosdos que têm discernimento, mas a vara é para as costas daquele que não tem juízo. 14 Os sábios acumulam conhecimento, mas a boca do insensato é um convite à ruína. 15 A riqueza dos ricos é a sua cidade fortificada, mas a pobreza é a ruína dos pobres. 16 O salário do justo lhe traz vida, mas a renda do ímpio lhe traz castigo. 17 Quem acolhe a disciplina mostra o caminho da vida, mas quem ignora a repreensão desencaminha outros. 18 Quem esconde o ódio tem lábios mentirosos, e quem espalha calúnia é tolo. 19 Quando são muitas as palavras, o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato. 20 A língua dos justos é prata escolhida, mas o coração dos ímpios quase não tem valor.
21 As palavras dos justos dão sustento a muitos, mas os insensatos morrem por falta de juízo. 22 A bênção do Senhor traz riqueza, e não inclui dor alguma. 23 O tolo encontra prazer na má conduta, mas o homem cheio de entendimento deleita-se na sabedoria. 24 O que o ímpio teme lhe acontecerá; o que os justos desejam lhes será concedido. 25 Passada a tempestade, o ímpio já não existe, mas o justo permanece firme para sempre. 26 Como o vinagre para os dentes e a fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o enviam. 27 O temor do Senhor prolonga a vida, mas a vida do ímpio é abreviada. 28 O que o justo almeja redunda em alegria, mas as esperanças dos ímpios dão em nada. 29 O caminho do Senhor é o refúgio dos íntegros, mas é a ruína dos que praticam o mal. 30 Os justos jamais serão desarraigados, mas os ímpios pouco duram na terra. 31 A boca do justo produz sabedoria, mas a língua perversa será extirpada. 32 Os lábios do justo sabem o que é próprio, mas a boca dos ímpios só conhece a perversidade.

CAPÍTULO 11

1 O Senhor repudia balanças desonestas, mas os pesos exatos lhe dão prazer. 2 Quando vem o orgulho, chega a desgraça, mas a sabedoria está com os humildes. 3 A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói. 4 De nada vale a riqueza no dia da ira divina, mas a retidão livra da morte. 5 A retidão dos irrepreensíveis lhes abre um caminho reto, mas os ímpios são abatidos por sua própria impiedade. 6 A justiça dos justos os livra, mas o desejo dos infiéis os aprisiona. 7 Quando morre o ímpio, sua esperança perece; tudo o que ele esperava do seu poder dá em nada. 8 O justo é salvo das tribulações, e estas são transferidas para o ímpio. 9 Com a boca o ímpio pretende destruir o próximo, mas pelo seu conhecimento o justo se livra. 10 Quando os justos prosperam, a cidade exulta; quando os ímpios perecem, há cantos de alegria. 11 Pela bênção dos justos a cidade é exaltada, mas pela boca dos ímpios é destruída. 12 O homem que não tem juízo ridiculariza o seu próximo, mas o que tem entendimento refreia a língua. 13 Quem muito fala trai a confidência, mas quem merece confiança guarda o segredo. 14 Sem diretrizes a nação cai; o que a salva é ter muitos conselheiros. 15 Quem serve de fiador certamente sofrerá, mas quem se nega a fazê-lo está seguro. 16 A mulher bondosa conquista o respeito, mas os homens cruéis só conquistam riquezas. 17 Quem faz o bem aos outros, a si mesmo o faz; o homem cruel causa o seu próprio mal. 18 O ímpio recebe salários enganosos, mas quem semeia a retidão colhe segura recompensa. 19 Quem permanece na justiça viverá, mas quem sai em busca do mal corre para a morte. 20 O Senhor detesta os perversos de coração, mas os de conduta irrepreensível dão-lhe prazer. 21 Esteja certo de que os ímpios não ficarão sem castigo, mas os justos serão poupados. 22 Como anel de ouro em focinho de porco, assim é a mulher bonita, mas indiscreta. 23 O desejo dos justos resulta em bem; a esperança dos ímpios, em ira. 24 Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. 25 O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá. 26 O povo amaldiçoa aquele que esconde o trigo, mas a bênção coroa aquele que logo se dispõe a vendê-lo.
27 Quem procura o bem será respeitado; já o mal vai de encontro a quem o busca. 28 Quem confia em suas riquezas certamente cairá, mas os justos florescerão como a folhagem verdejante. 29 Quem causa problemas à sua família herdará somente vento; o insensato será servo do sábio. 30 O fruto da retidão é árvore de vida, e aquele que conquista almas é sábio. 31 Se os justos recebem na terra a punição que merecem, quanto mais o ímpio e o pecador!

CAPÍTULO 12

1 Todo o que ama a disciplina ama o conhecimento, mas aquele que odeia a repreensão é tolo. 2 O homem bom obtém o favor do Senhor, mas o que planeja maldades o Senhor condena. 3 Ninguém consegue se firmar mediante a impiedade, e não se pode desarraigar o justo. 4 A mulher exemplar é a coroa do seu marido, mas a de comportamento vergonhoso é como câncer em seus ossos. 5 Os planos dos justos são retos, mas o conselho dos ímpios é enganoso. 6 As palavras dos ímpios são emboscadas mortais, mas quando os justos falam há livramento. 7 Os ímpios são derrubados e desaparecem, mas a casa dos justos permanece firme. 8 O homem é louvado segundo a sua sabedoria, mas o que tem o coração perverso é desprezado. 9 Melhor é não ser ninguém e, ainda assim, ter quem o sirva, do que fingir ser alguém e não ter comida. 10 O justo cuida bem dos seus rebanhos, mas até os atos mais bondosos dos ímpios são cruéis. 11 Quem trabalha a sua terra terá fartura de alimento, mas quem vai atrás de fantasias não tem juízo. 12 Os ímpios cobiçam o despojo tomado pelos maus, mas a raiz do justo floresce. 13 O mau se enreda em seu falar pecaminoso, mas o justo não cai nessas dificuldades. 14 Do fruto de sua boca o homem se beneficia, e o trabalho de suas mãos será recompensado. 15 O caminho do insensato parece-lhe justo, mas o sábio ouve os conselhos. 16 O insensato revela de imediato o seu aborrecimento, mas o homem prudente ignora o insulto. 17 A testemunha fiel dá testemunho honesto, mas a testemunha falsa conta mentiras. 18 Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura. 19 Os lábios que dizem a verdade permanecem para sempre, mas a língua mentirosa dura apenas um instante. 20 O engano está no coração dos que maquinam o mal, mas a alegria está entre os que promovem a paz. 21 Nenhum mal atingirá o justo, mas os ímpios estão cobertos de problemas. 22 O Senhor odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os que falam a verdade. 23 O homem prudente não alardeia o seu conhecimento, mas o coração dos tolos derrama insensatez. 24 As mãos diligentes governarão, mas os preguiçosos acabarão escravos. 25 O coração ansioso deprime o homem, mas uma palavra bondosa o anima. 26 O homem honesto é cauteloso em suas amizades, mas o caminho dos ímpios os leva a perder-se. 27 O preguiçoso não aproveita a sua caça, mas o diligente dá valor a seus bens. 28 No caminho da justiça está a vida; essa é a vereda que nos preserva da morte.

CAPÍTULO 13

1 O filho sábio acolhe a instrução do pai, mas o zombador não ouve a repreensão. 2 Do fruto de sua boca o homem desfruta coisas boas, mas o que os infiéis desejam é violência. 3 Quem guarda a sua boca guarda a sua vida, mas quem fala demais acaba se arruinando. 4 O preguiçoso deseja e nada consegue, mas os desejos do diligente são amplamente satisfeitos. 5 Os justos odeiam o que é falso, mas os ímpios trazem vergonha e desgraça. 6 A retidão protege o homem íntegro, mas a impiedade derruba o pecador. 7 Alguns fingem que são ricos e nada têm; outros fingem que são pobres, e têm grande riqueza. 8 As riquezas de um homem servem de resgate para a sua vida, mas o pobre nunca recebe ameaças. 9 A luz dos justos resplandece esplendidamente, mas a lâmpada dos ímpios apaga-se. 10 O orgulho só gera discussões, mas a sabedoria está com os que tomam conselho. 11 O dinheiro ganho com desonestidade diminuirá, mas quem o ajunta aos poucos terá cada vez mais. 12 A esperança que se retarda deixa o coração doente, mas o anseio satisfeito é árvore de vida. 13 Quem zomba da instrução pagará por ela, mas aquele que respeita o mandamento será recompensado. 14 O ensino dos sábios é fonte de vida, e afasta o homem das armadilhas da morte. 15 O bom ntendimento conquista favor, mas o caminho do infiel é áspero. 16 Todo homem prudente age com base no conhecimento, mas o tolo expõe a sua insensatez. 17 O mensageiro ímpio cai em dificuldade, mas o enviado digno de confiança traz a cura. 18 Quem despreza a disciplina cai na pobreza e na vergonha, mas quem acolhe a repreensão recebe tratamento honroso. 19 O anseio satisfeito agrada a alma, mas o tolo detesta afastar-se do mal. 20 Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal. 21 O infortúnio persegue o pecador, mas a prosperidade é a recompensa do justo. 22 O homem bom deixa herança para os filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é armazenada para os justos. 23 A lavoura do pobre produz alimento com fartura, mas por falta de justiça ele o perde. 24 Quem se nega a castigar seu filho não o ama; quem o ama não hesita em discipliná-lo. 25 O justo come até satisfazer o apetite, mas os ímpios permanecem famintos.

CAPÍTULO 14

1 A mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata derruba a sua. 2 Quem anda direito teme o Senhor, mas quem segue caminhos enganosos o despreza. 3 A conversa do insensato traz a vara para as suas costas, mas os lábios dos sábios os protegem. 4 Onde não há bois o celeiro fica vazio, mas da força do boi vem a grande colheita. 5 A testemunha sincera não engana, mas a falsa transborda em mentiras. 6 O zombador busca sabedoria e nada encontra, mas o conhecimento vem facilmente ao que tem discernimento. 7 Mantenha-se longe do tolo, pois você não achará conhecimento no que ele falar. 8 A sabedoria do homem prudente é discernir o seu caminho, mas a insensatez dos tolos é enganosa. 9 Os insensatos zombam da idéia de reparar o pecado cometido, mas a boa vontade está entre os justos. 10 Cada coração conhece a sua própria amargura, e não há quem possa partilhar sua alegria. 11 A casa dos ímpios será destruída, mas a tenda dos justos florescerá. 12 Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte. 13 Mesmo no riso o coração pode sofrer, e a alegria pode terminar em tristeza. 14 Os infiéis receberão a retribuição de sua conduta, mas o homem bom será recompensado. 15 O inexperiente acredita em qualquer coisa, mas o homem prudente vê bem onde pisa. 16 O sábio é cauteloso e evita o mal, mas o tolo é impetuoso e irresponsável. 17 Quem é irritadiço faz tolices, e o homem cheio de astúcias é odiado. 18 Os inexperientes herdam a insensatez, mas o conhecimento é a coroa dos prudentes. 19 Os maus se inclinarão diante dos homens de bem, e os ímpios, às portas da justiça. 20 Os pobres são evitados até por seus vizinhos, mas os amigos dos ricos são muitos. 21 Quem despreza o próximo comete pecado, mas como é feliz quem trata com bondade os necessitados! 22 Não é certo que se perdemos que só pensam no mal? Mas os que planejam o bem encontram amor e fidelidade. 23 Todo trabalho árduo traz proveito, mas o só falar leva à pobreza. 24 A riqueza dos sábios é a sua coroa, mas a insensatez dos tolos produz apenas insensatez. 25 A testemunha que fala a verdade salva vidas, mas a testemunha falsa é enganosa. 26 Aquele que teme o Senhor possui uma fortaleza segura, refúgio para os seus filhos. 27 O temor do Senhor é fonte de vida, e afasta das armadilhas da morte. 28 Uma grande população é a glória do rei, mas, sem súditos, o príncipe está arruinado. 29 O homem paciente dá prova de grande entendimento, mas o precipitado revela insensatez. 30 O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos. 31 Oprimir o pobre é ultrajar o seu Criador, mas tratar com bondade o necessitado é honrar a Deus. 32 Quando chega a calamidade, os ímpios são derrubados; os justos, porém, até em face da morte encontram refúgio. 33 A sabedoria repousa no coração dos que têm discernimento, e mesmo entre os tolos ela se deixa conhecer. 34 A justiça engrandece a nação, mas o pecado é uma vergonha para qualquer povo. 35 O servo sábio agrada o rei, mas o que procede vergonhosamente incorre em sua ira.

CAPÍTULO 15

1 A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira. 2 A língua dos sábios torna atraente o conhecimento, mas a boca dos tolos derrama insensatez. 3 Os olhos do Senhor estão em toda parte, observando atentamente os maus e os bons. 4 O falar amável é árvore de vida, mas o falar enganoso esmaga o espírito. 5 O insensato faz pouco caso da disciplina de seu pai, mas quem acolhe a repreensão revela prudência. 6 A casa do justo contém grande tesouro, mas os rendimentos dos ímpios lhes trazem inquietação. 7 As palavras dos sábios espalham conhecimento; mas o coração dos tolos não é assim. 8 O Senhor detesta o sacrifício dos ímpios, mas a oração do justo o agrada. 9 O Senhor detesta o caminho dos ímpios, mas ama quem busca a justiça. 10 Há uma severa lição para quem abandona o seu caminho; quem despreza a repreensão morrerá. 11 A Sepultura e a Destruição estão abertas diante do Senhor; quanto mais os corações dos homens! 12 O zombador não gosta de quem o corrige, nem procura a ajuda do sábio. 13 A alegria do coração transparece no rosto, mas o coração angustiado oprime o espírito. 14 O coração que sabe discernir busca o conhecimento, mas a boca dos tolos alimenta-se de insensatez. 15 Todos os dias do oprimido são infelizes, mas o coração bem disposto está sempre em festa. 16 É melhor ter pouco com o temor do Senhor do que grande riqueza com inquietação. 17 É melhor ter verduras na refeição onde há amor do que um boi gordo acompanhado de ódio. 18 O homem irritável provoca dissensão, mas quem é paciente acalma a discussão. 19 O caminho do preguiçoso é cheio de espinhos, mas o caminho do justo é uma estrada plana. 20 O filho sábio dá alegria a seu pai, mas o tolo despreza a sua mãe. 21 A insensatez alegra quem não tem bom senso, mas o homem de entendimento procede com retidão. 22 Os planos fracassam por falta de conselho, mas são bem-sucedidos quando há muitos conselheiros. 23 Dar resposta apropriada é motivo de alegria; e como é bom um conselho na hora certa! 24 O caminho da vida conduz para cima quem é sensato, para que ele não desça à sepultura. 25 O Senhor derruba a casa do orgulhoso, mas mantém intactos os limites da propriedade da viúva. 26 O Senhor detesta os pensamentos dos maus, mas se agrada de palavras ditas sem maldade. 27 O avarento põe sua família em apuros, mas quem repudia o suborno viverá. 28 O justo pensa bem antes de responder, mas a boca dos ímpios jorra o mal. 29 O Senhor está longe dos ímpios, mas ouve a oração dos justos. 30 Um olhar animador dá alegria ao coração, e as boas notícias revigoram os ossos. 31 Quem ouve a repreensão construtiva terá lugar permanente entre os sábios. 32 Quem recusa a disciplina faz pouco caso de si mesmo, mas quem ouve a repreensão obtém entendimento. 33 O temor do Senhor ensina a sabedoria, e a humildade antecede a honra.

CAPÍTULO 16

1 Ao homem pertencemos planos do coração, mas do Senhor vem a resposta da língua. 2 Todos os caminhos do homem lhe parecem puros, mas o Senhor avalia o espírito. 3 Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos. 4 O Senhor faz tudo com um propósito; até os ímpios para o dia do castigo. 5 O Senhor detesta os orgulhosos de coração. Sem dúvida serão punidos. 6 Com amor e fidelidade se faz expiação pelo pecado; com o temor do Senhor o homem evita o mal. 7 Quando os caminhos de um homem são agradáveis ao Senhor, ele faz que até os seus inimigos vivam em paz com ele. 8 É melhor ter pouco com retidão do que muito com injustiça. 9 Em seu coração o homem planeja o seu caminho, mas o Senhor determina os seus passos. 10 Os lábios do rei falam com grande autoridade; sua boca não deve trair a justiça. 11 Balanças e pesos honestos vêm do Senhor; todos os pesos da bolsa são feitos por ele. 12 Os reis detestam a prática da maldade, porquanto o trono se firma pela justiça. 13 O rei se agrada dos lábios honestos, e dá valor ao homem que fala a verdade. 14 A ira do rei é um mensageiro da morte, mas o homem sábio a acalmará. 15 Alegria no rosto do rei é sinal de vida; seu favor é como nuvem de chuva na primavera. 16 É melhor obter sabedoria do que ouro! É melhor obter entendimento do que prata! 17 A vereda do justo evita o mal; quem guarda o seu caminho preserva a sua vida. 18 O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda. 19 Melhor é ter espírito humilde entre os oprimidos do que partilhar despojos com os orgulhosos. 20 Quem examina cada questão com cuidado prospera, e feliz é aquele que confia no Senhor. 21 O sábio de coração é considerado prudente; quem fala com equilíbrio promove a instrução. 22 O entendimento é fonte de vida para aqueles que o têm, mas a insensatez traz castigo aos insensatos. 23 O coração do sábio ensina a sua boca, e os seus lábios promovem a instrução. 24 As palavras agradáveis são como um favo de mel, são doces para a alma e trazem cura para os ossos. 25 Há caminho que parece reto ao homem, mas no final conduz à morte. 26 O apetite do trabalhador o obriga a trabalhar; a sua fome o impulsiona. 27 O homem sem caráter maquina o mal; suas palavras são um fogo devorador. 28 O homem perverso provoca dissensão, e o que espalha boatos afasta bons amigos. 29 O violento recruta o seu próximo e o leva por um caminho ruim. 30 Quem pisca os olhos planeja o mal; quem franze os lábios já o vai praticar. 31 O cabelo grisalho é uma coroa de esplendor, e se obtém mediante uma vida justa. 32 Melhor é o homem paciente do que o guerreiro, mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade. 33 A sorte é lançada no colo, mas a decisão vem do Senhor.

CAPÍTULO 17

1 Melhor é um pedaço de pão seco com paz e tranqüilidade do que uma casa onde há banquetes, e muitas brigas. 2 O servo sábio dominará sobre o filho de conduta vergonhosa, e participará da herança como um dos irmãos. 3 O crisol é para a prata e o forno é para o ouro, mas o Senhor prova o coração. 4 O ímpio dá atenção aos lábios maus; o mentiroso dá ouvidos à língua destruidora. 5 Quem zomba dos pobres mostra desprezo pelo Criador deles; quem se alegra com a desgraça não ficará sem castigo. 6 Os filhos dos filhos são uma coroa para os idosos, e os pais são o orgulho dos seus filhos. 7 Os lábios arrogantes não ficam bem ao insensato; muito menos os lábios mentirosos ao governante! 8 O suborno é um recurso fascinante para aquele que o oferece; aonde quer que vá, ele tem sucesso. 9 Aquele que cobre uma ofensa promove amor, mas quem a lança em rosto e para bons amigos. 10 A repreensão faz marca mais profunda no homem de entendimento do que cem açoites no tolo. 11 O homem mau só pende para a rebeldia; por isso um oficial impiedoso será enviado contra ele. 12 Melhor é encontrar uma ursada qual roubaram os filhotes do que um tolo em sua insensatez. 13 Quem retribui o bem com o mal, jamais deixará de ter mal no seu lar. 14 Começar uma discussão é como abrir brecha num dique; por isso resolva a questão antes que surja a contenda. 15 Absolver o ímpio e condenar o justo são coisas que o Senhor odeia. 16 De que serve o dinheiro na mão do tolo, já que ele não quer obter sabedoria? 17 O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade. 18 O homem sem juízo com um aperto de mãos se compromete e se torna fiador do seu próximo. 19 Quem ama a discussão ama o pecado; quem constrói portas altas está procurando a sua ruína. 20 O homem de coração perverso não prospera, e o de língua enganosa cai na desgraça. 21 O filho tolo só dá tristeza, e nenhuma alegria tem o pai do insensato. 22 O coração bem disposto é remédio eficiente, mas o espírito oprimido resseca os ossos. 23 O ímpio aceita às escondidas o suborno para desviar o curso da justiça. 24 O homem de discernimento mantém a sabedoria em vista, mas os olhos do tolo vagueiam até os confins da terra. 25 O filho tolo é a tristeza do seu pai e a amargura daquela que o deu à luz. 26 Não é bom castigar o inocente, nem açoitar quem merece ser honrado. 27 Quem tem conhecimento é comedido no falar, e quem tem entendimento é de espírito sereno. 28 Até o insensato passará por sábio, se ficar quieto, e, se contiver a língua, parecerá que tem discernimento.

CAPÍTULO 18

1 Quem se isola busca interesses egoístas e se rebela contra a sensatez. 2 O tolo não tem prazer no entendimento, mas sim em expor os seus pensamentos. 3 Com a impiedade vem o desprezo, e com a desonra vem a vergonha. 4 As palavras do homem são águas profundas, mas a fonte da sabedoria é um ribeiro que transborda. 5 Não é bom favorecer os ímpios para privar da justiça o justo. 6 As palavras do tolo provocam briga, e a sua conversa atrai açoites. 7 A conversa do tolo é a sua desgraça, e seus lábios são uma armadilha para a sua alma. 8 As palavras do caluniador são como petiscos deliciosos; descem até o íntimo do homem. 9 Quem relaxa em seu trabalho é irmão do que o destrói. 10 O nome do Senhor é uma torre forte; os justos correm para ela e estão seguros. 11 A riqueza dos ricos é a sua cidade fortificada, eles a imaginam como um muro que é impossível escalar. 12 Antes da sua queda o coração do homem se envaidece, mas a humildade antecede a honra. 13 Quem responde antes de ouvir comete insensatez e passa vergonha. 14 O espírito do homem o sustenta na doença, mas o espírito deprimido, quem o levantará? 15 O coração do que tem discernimento adquire conhecimento; os ouvidos dos sábios saem à sua procura. 16 O presente abre o caminho para aquele que o entrega e o conduz à presença dos grandes. 17 O primeiro a apresentar a sua causa parece ter razão, até que outro venha à frente e o questione. 18 Lançar sortes resolve contendas e decide questões entre poderosos. 19 Um irmão ofendido é mais inacessível do que uma cidade fortificada, e as discussões são como as portas trancadas de uma cidadela. 20 Do fruto da boca enche-se o estômago do homem; o produto dos lábios o satisfaz. 21 A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto. 22 Quem encontra uma esposa encontra algo excelente; recebeu uma bênção do Senhor. 23 O pobre implora misericórdia, mas o rico responde com aspereza. 24 Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína, mas existe amigo mais apegado que um irmão.

CAPÍTULO 19

1 Melhor é o pobre que vive com integridade do que o tolo que fala perversamente. 2 Não é bom ter zelo sem conhecimento, nem ser precipitado e perder o caminho. 3 É a insensatez do homem que arruína a sua vida, mas o seu coração se ira contra o Senhor. 4 A riqueza traz muitos amigos, mas até o amigo do pobre o abandona. 5 A testemunha falsa não ficará sem castigo, e aquele que despeja mentiras não sairá livre. 6 Muitos adulam o governante, e todos são amigos de quem dá presentes. 7 O pobre é desprezado por todos os seus parentes, quanto mais por seus amigos! Embora os procure, para pedir-lhes ajuda, não os encontra em lugar nenhum. 8 Quem obtém sabedoria ama-se a si mesmo; quem acalenta o entendimento prospera. 9 A testemunha falsa não ficará sem castigo, e aquele que despeja mentiras perecerá. 10 Não fica bem o tolo viver no luxo; quanto pior é o servo dominar príncipes! 11 A sabedoria do homem lhe dá paciência; sua glória é ignorar as ofensas. 12 A ira do rei é como o rugido do leão, mas a sua bondade é como o orvalho sobre a relva. 13 O filho tolo é a ruína de seu pai, e a esposa briguenta é como uma goteira constante. 14 Casas e riquezas herdam-se dos pais, mas a esposa prudente vem do Senhor. 15 A preguiça leva ao sono profundo, e o preguiçoso passa fome. 16 Quem obedece aos mandamentos preserva a sua vida, mas quem despreza os seus caminhos morrerá. 17 Quem trata bem os pobres empresta ao Senhor, e ele o recompensará. 18 Discipline seu filho, pois nisso há esperança; não queira a morte dele. 19 O homem de gênio difícil precisa do castigo; se você o poupar, terá que poupá-lo de novo. 20 Ouça conselhos e aceite instruções, e acabará sendo sábio. 21 Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor. 22 O que se deseja ver num homem é amor perene; melhor é ser pobre do que mentiroso. 23 O temor do Senhor conduz à vida: quem o teme pode descansar em paz, livre de problemas. 24 O preguiçoso põe a mão no prato, e não se dá ao trabalho de levá-la à boca!
25 Açoite o zombador, e os inexperientes aprenderão a prudência; repreenda o homem de discernimento, e ele obterá conhecimento. 26 O filho que rouba o pai e expulsa a mãe é causador de vergonha e desonra. 27 Se você parar de ouvir a instrução, meu filho, irá afastar-se das palavras que dão conhecimento. 28 A testemunha corrupta zomba da justiça, e a boca dos ímpios tem fome de iniqüidade. 29 Os castigos estão preparados para os zombadores, e os açoites para as costas dos tolos.

CAPÍTULO 20

1 O vinho é zombador e a bebida fermentada provoca brigas; não é sábio deixar-se dominar por eles. 2 O medo que o rei provoca é como o do rugido de um leão; quem o irrita põe em risco a própria vida. 3 É uma honra dar fim a contendas, mas todos os insensatos envolvem-se nelas. 4 O preguiçoso não ara a terra na estação própria; mas na época da colheita procura, e não acha nada. 5 Os propósitos do coração do homem são águas profundas, mas quem tem discernimento os traz à tona. 6 Muitos se dizem amigos leais, mas um homem fiel, quem poderá achar? 7 O homem justo leva uma vida íntegra; como são felizes os seus filhos! 8 Quando o rei se assenta no trono para julgar, com o olhar esmiúça todo o mal. 9 Quem poderá dizer: “Purifiquei o coração; estou livre do meu pecado”? 10 Pesos adulterados e medidas falsificadas são coisas que o Senhor detesta. 11 Até a criança mostra o que é por suas ações; o seu procedimento revelará se ela é pura e justa. 12 Os ouvidos que ouvem e os olhos que vêem foram feitos pelo Senhor. 13 Não ame o sono, senão você acabará ficando pobre; fique desperto, e terá alimento de sobra. 14 “Não vale isso! Não vale isso!”, diz o comprador, mas, quando se vai, gaba-se do bom negócio. 15 Mesmo onde há ouro e rubis em grande quantidade, os lábios que transmitem conhecimento são uma rara preciosidade. 16 Tome-se a veste de quem serve de fiador ao estranho; sirva ela de penhor de quem dá garantia a uma mulher leviana. 17 Saborosa é a comida que se obtém com mentiras, mas depois dá areia na boca. 18 Os conselhos são importantes para quem quiser fazer planos, e quem sai à guerra precisa de orientação. 19 Quem vive contando casos não guarda segredo; por isso, evite quem fala demais. 20 Se alguém amaldiçoar seu pai ou sua mãe, a luz de sua vida se extinguirá na mais profunda escuridão. 21 A herança que se obtém com ganância no princípio, no final não será abençoada. 22 Não diga: “Eu o farei pagar pelo mal que me fez!” Espere pelo Senhor, e ele dará a vitória a você. 23 O Senhor detesta pesos adulterados, e balanças falsificadas não o agradam. 24 Os passos do homem são dirigidos pelo Senhor. Como poderia alguém discernir o seu próprio caminho? 25 É uma armadilha consagrar algo precipitadamente, e só pensar nas conseqüências depois que se fez o voto. 26 O rei sábio abana os ímpios, e passa sobre eles a roda de debulhar. 27 O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, e vasculha cada parte do seu ser. 28 A bondade e a fidelidade preservam o rei; por sua bondade ele dá firmeza ao seu trono. 29 A beleza dos jovens está na sua força; a glória dos idosos, nos seus cabelos brancos. 30 Os golpes e os ferimentos eliminam o mal; os açoites limpam as profundezas do ser.

CAPÍTULO 21

1 O coração do rei é como um rio controlado pelo Senhor; ele o dirige para onde quer. 2 Todos os caminhos do homem lhe parecem justos, mas o Senhor pesa o coração. 3 Fazer o que é justo e certo é mais aceitável ao Senhor do que oferecer sacrifícios. 4 A vida de pecado dos ímpios se vê no olhar orgulhoso e no coração arrogante. 5 Os planos bem elaborados levam à fartura; mas o apressado sempre acaba na miséria. 6 A fortuna obtida com língua mentirosa é ilusão fugidia e armadilha mortal. 7 A violência dos ímpios os arrastará, pois recusam-se a agir corretamente. 8 O caminho do culpado é tortuoso, mas a conduta do inocente é reta. 9 Melhor é viver num canto sob o telhado do que repartir a casa com uma mulher briguenta. 10 O desejo do perverso é fazer o mal; ele não tem dó do próximo. 11 Quando o zombador é castigado, o inexperiente obtém sabedoria; quando o sábio recebe instrução, obtém conhecimento. 12 O justo observa a casa dos ímpios e os faz cair na desgraça. 13 Quem fecha os ouvidos ao clamor dos pobres também clamará e não terá resposta. 14 O presente que se faz em segredo acalma a ira, e o suborno oferecido às ocultas apazigua a maior fúria. 15 Quando se faz justiça, o justo se alegra, mas os malfeitores se apavoram. 16 Quem se afastado caminho da sensatez repousará na companhia dos mortos. 17 Quem se entrega aos prazeres passará necessidade; quem se apega ao vinho e ao azeite jamais será rico. 18 O ímpio serve de resgate para o justo, e o infiel, para o homem íntegro. 19 Melhor é viver no deserto do que com uma mulher briguenta e amargurada. 20 Na casa do sábio há comida e azeite armazenados, mas o tolo devora tudo o que pode. 21 Quem segue a justiça e a lealdade encontra vida, justiça e honra. 22 O sábio conquista a cidade dos valentes e derruba a fortaleza em que eles confiam. 23 Quem é cuidadoso no que fala evita muito sofrimento. 24 O vaidoso e arrogante chama-se zombador; ele age com extremo orgulho. 25 O preguiçoso morre de tanto desejar e de nunca pôr as mãos no trabalho. 26 O dia inteiro ele deseja mais e mais, enquanto o justo reparte sem cessar. 27 O sacrifício dos ímpios já por si é detestável; tanto mais quando oferecido com más intenções. 28 A testemunha falsa perecerá, mas o testemunho do homem bem informado permanecerá. 29 O ímpio mostra no rosto a sua arrogância, mas o justo mantém em ordem o seu caminho. 30 Não há sabedoria alguma, nem discernimento algum, nem plano algum que possa opor-se ao Senhor. 31 Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, mas o ¬Senhoré que dá a vitória.

CAPÍTULO 22

1 A boa reputação vale mais que grandes riquezas; desfrutar de boa estima vale mais que prata e ouro. 2 O rico e o pobre têm isto em comum: o Senhor é o Criador de ambos. 3 O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as conseqüências. 4 A recompensa da humildade e do temor do Senhor são a riqueza, a honra e a vida. 5 No caminho do perverso há espinhos e armadilhas; quem quer proteger a própria vida mantém-se longe dele. 6 Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles. 7 O rico domina sobre o pobre; quem toma emprestado é escravo de quem empresta. 8 Quem semeia a injustiça colhe a maldade; o castigo da sua arrogância será completo. 9 Quem é generoso será abençoado, pois reparte o seu pão com o pobre. 10 Quando se manda embora o zombador, a briga acaba; cessam as contendas e os insultos. 11 Quem ama a sinceridade de coração e se expressa com elegância será amigo do rei. 12 Os olhos do Senhor protegem o conhecimento, mas ele frustra as palavras dos infiéis. 13 O preguiçoso diz: “Há um leão lá fora!” “Serei morto na rua!” 14 A conversa da mulher imoral é uma cova profunda; nela cairá quem estiver sob a ira do Senhor. 15 A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela. 16 Tanto quem oprime o pobre para enriquecer-se como quem faz cortesia ao rico, com certeza passarão necessidade. 17 Preste atenção e ouça os ditados dos sábios, e aplique o coração ao meu ensino. 18 Será uma satisfação guardá-los no íntimo e tê-los todos na ponta da língua. 19 Para que você confie no Senhor, a você hoje ensinarei. 20 Já não lhe escrevi conselhos e instruções, 21 ensinando-lhe palavras dignas de confiança, para que você responda com a verdade a quem o enviou? 22 Não explore os pobres por serem pobres, nem oprima os necessitados no tribunal, 23 pois o Senhor será o advogado deles, e despojará da vida os que os despojarem. 24 Não se associe com quem vive de mau humor, nem ande em companhia de quem facilmente se ira; 25 do contrário você acabará imitando essa conduta e cairá em armadilha mortal. 26 Não seja como aqueles que, com um aperto de mãos, empenham-se com outros e se tornam fiadores de dívidas; 27 se você não tem como pagá-las, por que correr o risco de perder até a cama em que dorme? 28 Não mude de lugar os antigos marcos que limitam as propriedades e que foram colocados por seus antepassados. 29 Você já observou um homem habilidoso em seu trabalho? Será promovido ao serviço real; não trabalhará para gente obscura.

CAPÍTULO 23

1 Quando você se assentar para uma refeição com alguma autoridade, observe com atenção quem está diante de você, 2 e encoste a faca à sua própria garganta, se estiver com grande apetite. 3 Não deseje as iguarias que lhe oferece, pois podem ser enganosas. 4 Não esgote suas forças tentando ficar rico; tenha bom senso! 5 As riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu. 6 Não aceite a refeição de um hospedeiro invejoso, nem deseje as iguarias que lhe oferece; 7 pois ele só pensa nos gastos. Ele lhe diz: “Coma e beba!”, mas não fala com sinceridade. 8 Você vomitará o pouco que comeu, e desperdiçará a sua cordialidade. 9 Não vale a pena conversar com o tolo, pois ele despreza a sabedoria do que você fala. 10 Não mude de lugar os antigos marcos de propriedade, nem invada as terras dos órfãos, 11 pois aquele que defende os direitos deles é forte. Ele lutará contra você para defendê-los. 12 Dedique à disciplina o seu coração, e os seus ouvidos às palavras que dão conhecimento. 13 Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. 14 Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura. 15 Meu filho, se o seu coração for sábio, o meu coração se alegrará. 16 Sentirei grande alegria quando os seus lábios falarem com retidão. 17 Não inveje os pecadores em seu coração; melhor será que tema sempre o Senhor. 18 Se agir assim, certamente haverá bom futuro para você, e a sua esperança não falhará. 19 Ouça, meu filho, e seja sábio; guie o seu coração pelo bom caminho. 20 Não ande com os que se encharcam de vinho, nem com os que se empanturram de carne. 21 Pois os bêbados e os glutões se empobrecerão, e a sonolência os vestirá de trapos. 22 Ouça o seu pai, que o gerou; não despreze sua mãe quando ela envelhecer. 23 Compre a verdade e não abra mão dela, nem tampouco da sabedoria, da disciplina e do discernimento. 24 O pai do justo exultará de júbilo; quem tem filho sábio nele se alegra. 25 Bom será que se alegrem seu pai e sua mãe e que exulte a mulher que o deu à luz! 26 Meu filho, dê-me o seu coração; mantenha os seus olhos em meus caminhos, 27 pois a prostituta é uma cova profunda, e a mulher pervertida é um poço estreito. 28 Como o assaltante, ela fica de tocaia, e multiplica entre os homens os infiéis. 29 De quem são os ais? De quem as tristezas? E as brigas, de quem são? E os ferimentos desnecessários? De quem são os olhos vermelhos? 30 Dos que se demoram bebendo vinho, dos que andam à procura de bebida misturada. 31 Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! 32 No fim, ele morde como serpente e envenena como víbora. 33 Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente imaginará coisas distorcidas. 34 Você será como quem dorme no meio do mar, como quem se deita no alto das cordas do mastro. 35 E dirá: “Espancaram-me, mas eu nada senti! Bateram em mim, mas nem percebi! Quando acordarei para que possa beber mais uma vez?”

CAPÍTULO 24

1 Não tenha inveja dos ímpios, nem deseje a companhia deles; 2 pois destruição é o que planejam no coração, e só falam de violência. 3 Com sabedoria se constrói a casa, e com discernimento se consolida. 4 Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável. 5 O homem sábio é poderoso, e quem tem conhecimento aumenta a sua força; 6 quem sai à guerra precisa de orientação, e com muitos conselheiros se obtém a vitória. 7 A sabedoria é elevada demais para o insensato; ele não sabe o que dizer nas assembléias. 8 Quem maquina o mal será conhecido como criador de intrigas. 9 A intriga do insensato é pecado, e o zombador é detestado pelos homens.
10 Se você vacila no dia da dificuldade, como será limitada a sua força! 11 Liberte os que estão sendo levados para a morte; socorra os que caminham trêmulos para a matança! 12 Mesmo que você diga: “Não sabíamos o que estava acontecendo!” Não o perceberia aquele que pesa os corações? Não o saberia aquele que preserva a sua vida? Não retribuirá ele a cada um segundo o seu procedimento? 13 Coma mel, meu filho. É bom. O favo é doce ao paladar. 14 Saiba que a sabedoria também será boa para a sua alma; se você a encontrar, certamente haverá futuro para você, e a sua esperança não vai decepcioná-lo. 15 Não fique de tocaia, como faz o ímpio, contra a casa do justo, e não destrua o seu local de repouso, 16 pois ainda que o justo caia sete vezes, tornará a erguer-se, mas os ímpios são arrastados pela calamidade. 17 Não se alegre quando o seu inimigo cair, nem exulte o seu coração quando ele tropeçar, 18 para que o Senhor não veja isso, e se desagrade, e desvie dele a sua ira. 19 Não se aborreça por causa dos maus, nem tenha inveja dos ímpios, 20 pois não há futuro para o mau, e a lâmpada dos ímpios se apagará. 21 Tema o Senhor e o rei, meu filho, e não se associe aos dissidentes, 22 pois terão repentina destruição, e quem pode imaginar a ruína que o Senhor e o rei podem causar? 23 Aqui vão outros ditados dos sábios: Agir com parcialidade nos julgamentos não é nada bom. 24 Quem disser ao ímpio: “Você é justo”, será amaldiçoado pelos povo se sofrerá a indignação das nações. 25 Mas os que condenam o culpado terão vida agradável; receberão grandes bênçãos. 26 A resposta sincera é como beijo nos lábios. 27 Termine primeiro o seu trabalho a céu aberto; deixe pronta a sua lavoura. Depois constitua família. 28 Não testemunhe sem motivo contra o seu próximo nem use os seus lábios para enganá-lo. 29 Não diga: “Farei com ele o que fez comigo; ele pagará pelo que fez”. 30 Passei pelo campo do preguiçoso, pela vinha do homem sem juízo; 31 havia espinheiros por toda parte, o chão estava coberto de ervas daninhas e o muro de pedra estava em ruínas. 32 Observei aquilo, e fiquei pensando; olhei, e aprendi esta lição: 33 “Vou dormir um pouco”, você diz. “Vou cochilar um momento; vou cruzar os braços e descansar mais um pouco”, 34 mas a pobreza lhe sobrevirá como um assaltante, e a sua miséria como um homem armado.

CAPÍTULO 25

1 Estes são outros provérbios de Salomão, compilados pelos servos de Ezequias, rei de Judá: 2 A glória de Deus é ocultar certas coisas; tentar descobri-las é a glória dos reis. 3 Assim como o céu é elevado e a terra é profunda, também o coração dos reis é insondável. 4 Quando se retira a escória da prata, nesta se tem material para o ourives; 5 quando os ímpios são retirados da presença do rei, a justiça firma o seu trono. 6 Não se engrandeça na presença do rei, e não reivindique lugar entre os homens importantes; 7 é melhor que o rei lhe diga: “Suba para cá!”, do que ter que humilhá-lo diante de uma autoridade. O que você viu com os olhos 8 não leve precipitadamente ao tribunal, pois o que você fará, se o seu próximo o desacreditar? 9 Procure resolver sua causa diretamente com o seu próximo, e não revele o segredo de outra pessoa, 10 caso contrário, quem o ouvir poderá recriminá-lo, e você jamais perderá sua má reputação. 11 A palavra proferida no tempo certo é como frutas de ouro incrustadas numa escultura de prata. 12 Como brinco de ouro e enfeite de ouro fino é a repreensão dada com sabedoria a quem se dispõe a ouvir. 13 Como o frescor da neve na época da colheita é o mensageiro de confiança para aqueles que o enviam; ele revigora o ânimo de seus senhores. 14 Como nuvens e ventos sem chuva é aquele que se gaba de presentes que não deu. 15 Com muita paciência pode-se convencer a autoridade, e a língua branda quebra até ossos. 16 Se você encontrar mel, coma apenas o suficiente, para que não fique enjoado e vomite. 17 Não faça visitas freqüentes à casa do seu vizinho para que ele não se canse de você e passe a odiá-lo. 18 Como um pedaço de pau, uma espada ou uma flecha aguda é o que dá falso testemunho contra o seu próximo. 19 Como dente estragado ou pé deslocado é a confiança no hipócrita na hora da dificuldade. 20 Como tirar a própria roupa num dia de frio, ou derramar vinagre numa ferida, é cantar com o coração entristecido. 21 Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. 22 Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele, e o Senhor recompensará você. 23 Como o vento norte traz chuva, assim a língua fingida traz o olhar irado. 24 Melhor é viver num canto sob o telhado do que repartir a casa com uma mulher briguenta. 25 Como água fresca para a garganta sedenta é a boa notícia que chega de uma terra distante. 26 Como fonte contaminada ou nascente poluída, assim é o justo que fraqueja diante do ímpio. 27 Comer mel demais não é bom, nem é honroso buscar a própria honra. 28 Como a cidade com seus muros derrubados, assim é quem não sabe dominar-se.

CAPÍTULO 26

1 Como neve no verão ou chuva na colheita, assim a honra é imprópria para o tolo. 2 Como o pardal que voa em fuga, e a andorinha que esvoaça veloz, assim a maldição sem motivo justo não pega. 3 O chicote é para o cavalo, o freio, para o jumento, e a vara, para as costas do tolo! 4 Não responda ao insensato com igual insensatez, do contrário você se igualará a ele. 5 Responda ao insensato como a sua insensatez merece, do contrário ele pensará que é mesmo um sábio. 6 Como cortar o próprio pé ou beber veneno, assim é enviar mensagem pelas mãos do tolo. 7 Como pendem inúteis as pernas do coxo, assim é o provérbio na boca do tolo. 8 Como amarrar uma pedra na atiradeira, assim é prestar honra ao insensato. 9 Como ramo de espinhos nas mãos do bêbado, assim é o provérbio na boca do insensato. 10 Como o arqueiro que atira ao acaso, assim é quem contrata o tolo ou o primeiro que passa. 11 Como o cão volta ao seu vômito, assim o insensato repete a sua insensatez. 12 Você conhece alguém que se julga sábio? Há mais esperança para o insensato do que para ele. 13 O preguiçoso diz: “Lá está um leão no caminho, um leão feroz rugindo nas ruas!” 14 Como a porta gira em suas dobradiças, assim o preguiçoso se revira em sua cama. 15 O preguiçoso coloca a mão no prato, mas acha difícil demais levá-la de volta à boca. 16 O preguiçoso considera-se mais sábio do que sete homens que respondem com bom senso. 17 Como alguém que pega pelas orelhas um cão qualquer, assim é quem se mete em discussão alheia. 18 Como o louco que atira brasas e flechas mortais, 19 assim é o homem que engana o seu próximo e diz: “Eu estava só brincando!” 20 Sem lenha a fogueira se apaga; sem o caluniador morre a contenda. 21 O que o carvão é para as brasas e a lenha para a fogueira, o amigo de brigas é para atiçar discórdias. 22 As palavras do caluniador são como petiscos deliciosos; descem saborosos até o íntimo. 23 Como uma camada de esmalte sobre um vaso de barro, os lábios amistosos podem ocultar um coração mau. 24 Quem odeia disfarça as suas intenções com os lábios, mas no coração abriga a falsidade. 25 Embora a sua conversa seja mansa, não acredite nele, pois o seu coração está cheio de maldade. 26 Ele pode fingir e esconder o seu ódio, mas a sua maldade será exposta em público. 27 Quem faz uma cova, nela cairá; se alguém rola uma pedra, esta rolará de volta sobre ele. 28 A língua mentirosa odeia aqueles a quem fere, e a boca lisonjeira provoca a ruína.

CAPÍTULO 27

1 Não se gabe do dia de amanhã, pois você não sabe o que este ou aquele dia poderá trazer. 2 Que outros façam elogios a você, não a sua própria boca; outras pessoas, não os seus próprios lábios. 3 A pedra é pesada e a areia é um fardo, mas a irritação causada pelo insensato é mais pesada do que as duas juntas. 4 O rancor é cruel e a fúria é destruidora, mas quem consegue suportar a inveja? 5 Melhor é a repreensão feita abertamente do que o amor oculto. 6 Quem fere por amor mostra lealdade, mas o inimigo multiplica beijos. 7 Quem está satisfeito despreza o mel, mas para quem tem fome até o amargo é doce. 8 Como a ave que vagueia longe do ninho, assim é o homem que vagueia longe do lar. 9 Perfume e incenso trazem alegria ao coração; do conselho sincero do homem nasce uma bela amizade. 10 Não abandone o seu amigo nem o amigo de seu pai; quando for atingido pela adversidade não vá para a casa de seu irmão; melhor é o vizinho próximo do que o irmão distante. 11 Seja sábio, meu filho, e traga alegria ao meu coração; poderei então respondera quem me desprezar. 12 O prudente percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as conseqüências. 13 Tome-se a veste de quem serve de fiador ao estranho; sirva ela de penhor de quem dá garantia a uma mulher leviana. 14 A bênção dada aos gritos cedo de manhã, como maldição é recebida. 15 A esposa briguenta é como o gotejar constante num dia chuvoso; 16 detê-la é como deter o vento, como apanhar óleo com a mão. 17 Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro. 18 Quem cuida de uma figueira comerá de seu fruto, e quem trata bem o seu senhor receberá tratamento de honra. 19 Assim como a água reflete o rosto, o coração reflete quem somos nós. 20 O Sheol e a Destruição são insaciáveis, como insaciáveis são os olhos do homem. 21 O crisol é para a prata e o forno é para o ouro, mas o que prova o homem são os elogios que recebe. 22 Ainda que você moa o insensato, como trigo no pilão, a insensatez não se afastará dele. 23 Esforce-se para saber bem como suas ovelhas estão, dê cuidadosa atenção aos seus rebanhos, 24 pois as riquezas não duram para sempre, e nada garante que a coroa passe de uma geração a outra. 25 Quando o feno for retirado, surgirem novos brotos e o capim das colinas for colhido, 26 os cordeiros lhe fornecerão roupa, e os bodes lhe renderão o preço de um campo. 27 Haverá fartura de leite de cabra para alimentar você e sua família, e para sustentar as suas servas.

CAPÍTULO 28

1 O ímpio foge, embora ninguém o persiga, mas os justos são corajosos como o leão. 2 Os pecados de uma nação fazem mudar sempre os seus governantes, mas a ordem se mantém com um líder sábio e sensato. 3 O pobre que se torna poderoso e oprime os pobres é como a tempestade súbita que destrói toda a plan¬tação. 4 Os que abandonam a lei elogiam os ímpios, mas os que obedecem à lei lutam contra eles. 5 Os homens maus não entendem a justiça, mas os que buscam o Senhor a entendem plenamente. 6 Melhor é o pobre íntegro em sua conduta do que o rico perverso em seus caminhos. 7 Quem obedece à lei é filho sábio, mas o companheiro dos glutões envergonha o pai. 8 Quem aumenta sua riqueza com juros exorbitantes ajunta para algum outro, que será bondoso com os pobres. 9 Se alguém se recusa a ouvir a lei, até suas orações serão detestáveis. 10 Quem leva o homem direito pelo mau caminho cairá ele mesmo na armadilha que preparou, mas o que não se deixa corromper terá boa recompensa. 11 O rico pode até se julgar sábio, mas o pobre que tem discernimento o conhece a fundo. 12 Quando os justos triunfam, há prosperidade geral, mas, quando os ímpios sobem ao poder, os homens tratam de esconder-se. 13 Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia. 14 Como é feliz o homem constante no temor do Senhor! Mas quem endurece o coração cairá na desgraça. 15 Como um leão que ruge ou um urso feroz é o ímpio que governa um povo necessitado. 16 O governante sem discernimento aumenta as opressões, mas os que odeiam o ganho desonesto prolongarão o seu governo. 17 O assassino atormentado pela culpa será fugitivo até a morte; que ninguém o proteja! 18 Quem procede com integridade viverá seguro, mas quem procede com perversidade de repente cairá. 19 Quem lavra sua terra terá comida com fartura, mas quem persegue fantasiasse fartará de miséria. 20 O fiel será ricamente abençoado, mas quem tenta enriquecer-se depressa não ficará sem castigo. 21 Agir com parcialidade não é bom; pois até por um pedaço de pão o homem se dispõe a fazer o mal. 22 O invejoso é ávido por riquezas, e não percebe que a pobreza o aguarda. 23 Quem repreende o próximo obterá por fim mais favor do que aquele que só sabe bajular. 24 Quem rouba seu pai ou sua mãe e diz: “Não é errado”, é amigo de quem destrói. 25 O ganancioso provoca brigas, mas quem confia no Senhor prosperará. 26 Quem confia em si mesmo é insensato, mas quem anda segundo a sabedoria não corre perigo. 27 Quem dá aos pobres não passará necessidade, mas quem fecha os olhos para não vê-los sofrerá muitas maldições. 28 Quando os ímpios sobem ao poder, o povo se esconde; mas, quando eles sucumbem, os justos florescem.

CAPÍTULO 29

1 Quem insiste no erro depois de muita repreensão, será destruído, sem aviso e irremediavelmente. 2 Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme. 3 O homem que ama a sabedoria dá alegria a seu pai, mas quem anda com prostitutas dá fim à sua fortuna. 4 O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína. 5 Quem adula seu próximo está armando uma rede para os pés dele. 6 O pecado do homem mau o apanha na sua própria armadilha, mas o justo pode cantar e alegrar-se. 7 Os justos levam em conta os direitos dos pobres, mas os ímpios nem se importam com isso. 8 Os zombadores agitam a cidade, mas os sábios a apaziguam. 9 Se o sábio for ao tribunal contra o insensato, não haverá paz, pois o insensato se enfurecerá e zombará. 10 Os violentos odeiam os honestos e procuram matar o homem íntegro. 11 O tolo dá vazão à sua ira, mas o sábio domina-se. 12 Para o governante que dá ouvidos a mentiras, todos os seus oficiais são ímpios. 13 O pobre e o opressor têm algo em comum: o Senhor dá vista a ambos. 14 Se o rei julga os pobres com justiça, seu trono estará sempre seguro. 15 A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe. 16 Quando os ímpios prosperam, prospera o pecado, mas os justos verão a queda deles. 17 Discipline seu filho, e este lhe dará paz; trará grande prazer à sua alma. 18 Onde não há revelação divina, o povo se desvia; mas como é feliz quem obedece à lei! 19 Meras palavras não bastam para corrigir o escravo; mesmo que entenda, não reagirá bem. 20 Você já viu alguém que se precipita no falar? Há mais esperança para o insensato do que para ele. 21 Se alguém mima seu escravo desde jovem, no fim terá tristezas. 22 O homem irado provoca brigas, e o de gênio violento comete muitos pecados. 23 O orgulho do homem o humilha, mas o de espírito humilde obtém honra. 24 O cúmplice do ladrão odeia a si mesmo; posto sob juramento, não ousa testemunhar. 25 Quem teme o homem cai em armadilhas, mas quem confia no Senhor está seguro. 26 Muitos desejam os favores do governante, mas é do Senhor que procede a justiça. 27 Os justos detestam os desonestos, já os ímpios detestam os íntegros.

CAPÍTULO 30

1 Ditados de Agur, filho de Jaque; oráculo: Este homem declarou a Itiel; a Itiel e a Ucal: 2 Sou o mais tolo dos homens; não tenho o entendimento de um ser humano. 3 Não aprendi sabedoria, nem tenho conhecimento do Santo. 4 Quem subiu aos céus e desceu? Quem ajuntou nas mãos os ventos? Quem embrulhou as águas em sua capa? Quem fixou todos os limites da terra? Qual é o seu nome, e o nome do seu filho? Conte-me, se você sabe! 5 Cada palavra de Deus é comprovadamente pura; ele é um escudo para quem nele se refugia. 6 Nada acrescente às palavras dele, do contrário, ele o repreenderá e mostrará que você é mentiroso. 7 Duas coisas peço que me dês antes que eu morra: 8 Mantém longe de mima falsidade e a mentira; não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. 9 Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: “Quem é o Senhor?”Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus. 10 Não fale mal do servo ao seu senhor; do contrário, o servo o amaldiçoará, e você levará a culpa. 11 Existem os que amaldiçoam seu pai e não abençoam sua mãe; 12 os que são puros aos seus próprios olhos e que ainda não foram purificados da sua impureza; 13 os que têm olhos altivos e olhar desdenhoso; 14 pessoas cujos dentes são espada se cujas mandíbulas estão armadas de facas para devorarem os necessitados desta terra e os pobres da humanidade. 15 Duas filhas tem a sanguessuga. “Dê! Dê!”, gritam elas. Há três coisas que nunca estão satisfeitas, quatro que nunca dizem: “É o bastante!”: 16 o Sheol, o ventre estéril, a terra, cuja sede nunca se aplaca, e o fogo, que nunca diz: “É o bastante!” 17 Os olhos de quem zomba do pai, e, zombando, nega obediência à mãe, serão arrancados pelos corvos do vale, e serão devorados pelos filhotes do abutre. 18 Há três coisas misteriosas demais para mim, quatro que não consigo entender: 19 o caminho do abutre no céu, o caminho da serpente sobre a rocha, o caminho do navio em alto-mar, e o caminho do homem com uma moça. 20 Este é o caminho da adúltera: ela come e limpa a boca, e diz: “Não fiz nada de errado”. 21 Três coisas fazem tremer a terra, e quatro ela não pode suportar: 22 o escravo que se torna rei, o insensato farto de comida, 23 a mulher desprezada que por fim se casa, e a escrava que toma o lugar de sua senhora. 24 Quatro seres da terra são pequenos, e, no entanto, muito sábios: 25 as formigas, criaturas de pouca força, contudo, armazenam sua comida no verão; 26 os coelhos, criaturas sem nenhum poder, contudo, habitam nos penhascos; 27 os gafanhotos, que não têm rei, contudo, avançam juntos em fileiras; 28 a lagartixa, que se pode apanhar com as mãos, contudo, encontra-se nos palácios dos reis. 29 Há três seres de andar elegante, quatro que se movem com passo garboso: 30 o leão, que é poderoso entre os animais e não foge de ninguém; 31 o galo de andar altivo; o bode; e o rei à frente do seu exército. 32 Se você agiu como tolo e exaltou-se a si mesmo, ou se planejou o mal, tape a boca com a mão! 33 Pois assim como bater o leite produz manteiga, e assim como torcer o nariz produz sangue, também suscitar a raiva produz contenda.

CAPÍTULO 31

1 Ditados do rei Lemuel; uma exortação que sua mãe lhe fez: 2 Ó meu filho, filho do meu ventre, filho de meus votos, 3 não gaste sua força com mulheres, seu vigor com aquelas que destroem reis. 4 Não convém aos reis, ó Lemuel; não convém aos reis beber vinho, não convém aos governantes desejar bebida fermentada, 5 para não suceder que bebam e se esqueçam do que a lei determina, e deixem de fazer justiça aos oprimidos. 6 Dê bebida fermentada aos que estão prestes a morrer, vinho aos que estão angustiados; 7 para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e não mais se lembrem da sua infelicidade. 8 Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. 9 Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados. 10 Uma esposa exemplar; feliz quem a encontrar! É muito mais valiosa que os rubis. 11 Seu marido tem plena confiança nela e nunca lhe falta coisa alguma. 12 Ela só lhe faz o bem, e nunca o mal, todos os dias da sua vida. 13 Escolhe a lã e o linho e com prazer trabalha com as mãos. 14 Como os navios mercantes, ela traz de longe as suas provisões. 15 Antes de clarear o dia ela se levanta, prepara comida para todos os de casa, e dá tarefas às suas servas. 16 Ela avalia um campo e o compra; com o que ganha planta uma vinha. 17 Entrega-se com vontade ao seu trabalho; seus braços são fortes e vigorosos. 18 Administra bem o seu comércio lucrativo, e a sua lâmpada fica acesa durante a noite. 19 Nas mãos segura o fuso e com os dedos pega a roca. 20 Acolhe os necessitados e estende as mãos aos pobres. 21 Não teme por seus familiares quando chega a neve, pois todos eles vestem agasalhos. 22 Faz cobertas para a sua cama; veste-se de linho fino e de púrpura. 23 Seu marido é respeitado na porta da cidade, onde toma assento entre as autoridades da sua terra. 24 Ela faz vestes de linho e as vende, e fornece cintos aos comerciantes. 25 Reveste-se de força e dignidade; sorri diante do futuro. 26 Fala com sabedoria e ensina com amor. 27 Cuida dos negócios de sua casa e não dá lugar à preguiça. 28 Seus filhos se levantam e a elogiam; seu marido também a elogia, dizendo: 29 “Muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera”. 30 A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme o Senhor será elogiada. 31 Que ela receba a recompensa merecida, e as suas obras sejam elogiadas à porta da cidade.


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Hino: Ó meu Pai


Ó meu Pai, tu que habitas
Na real celeste mansão,
Quando verei a tua face
Em tua santa habitação?
Tua morada sempre fora
De minha alma doce lar?
E na minha alegre infância
Pude a teu lado habitar?

Tu ao mundo me mandaste
Por teu gloriosos poder
E esqueci-me das lembranças
De meu pretérito viver!
Às vezes ouço em segredo:
"Um estranho és aqui."
Bem sei que sou um peregrino
De outra esfera em que vivi.

Pelo Espírito Celeste
Chamar-te Pai eu aprendi
E a doce luz do evangelho
Deu-me vida, paz em ti.
Há somente um Pai Celeste?
Não, pois temos mãe também.
Essa verdade tão suplime
Nós recebemos do além!

Quando deixar a humana vida
Este frágil corpo mortal,
Pai e mãe verei contente
Na mansão celestial.
E terminada a tarefa
Que me mandaste executar,
Dá-me santo assentimento
Para a teu lado sempre estar!

Hino: Semeando


Semeando dia a dia
Semeando o bem e o mal,
Espalhamos as sementes
Sob o duro vendaval.
Umas são abençoadas
Pela chuva celestial,
Outras foram atiradas
Em terreno estéril, mau.

Há sementes que germinam
Nas encostas e sopés
Outras caem nos caminhos
E se esmagam sob os pés.
Umas são logo olvidadas
Pelo ingrato coração;
Outras sempre são lembradas,
Cultivadas na oração.

Há sementes que fenecem
Sem viver, no embião,
Outras há que vivem, crescem,
Pois plantou a boa mão.
Há palavras que são bênçãos,
Outras há que trazem dor;
Nossos atos são sementes
De alegria ou de dor.

Nossas faltas tu conheces,
Forças dá nos para semear;
Anjos guardem nossos campos
Para a planta germinar.
E os frutos dessa seara
Crescem cheios de vigor.
Frutos são da vida eterna
Que semeamos com amor.


Hino: Se a vida é penosa


Se a vida é penosa para nós;
Se pesares são difíceis para nós;
Se a luta é amarga,
Já não pesa nossa carga
E o horizonte se alarga para nós.
Não te canses de lutar.
De Deus atende a voz;
Deus descanso mandará
Perdão e graças para nós.

Se na vida há desgosto para nós,
Cristo sempre tem consolo para nós;
Sua graça nos alcança.
Nele temos esperança,
Sua voz é sempre mansa para nós.
Não te canses de lutar.
De Deus atende a voz;
Deus descanso mandará
Perdão e graças para nós

Se tristezas se preparam para nós,
O futuo será doce para nós;
Se desgosto nós sofremos,
Os pezares mais extremos,
Salvação alcançaremos para nós.
Não te canses de lutar.
De Deus atende a voz;
Deus descanso mandará
Perdão e graças para nós.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Hino: Neste mundo


Neste mundo, acaso, fiz hoje eu
A alguém um favor ou bem?
Se ainda não fiz ser alguém mais feliz,
Falhei ante os céus, também!
A carga de alguém mais leve fiz eu,
Porque um auxílio lhe dei?
Ou, acaso, ao pobre que as mãos estendeu
Um pouco do meu ofertei?
Desperta e faz algo mais.
Não queiras somente sonhar
Pelo bem que fazemos a paz ganharemos
No céu que será nosso lar!

Muita coisa no mundo há que fazer,
Muita coisa que melhorar!
Abre teu coração e dedica atenção
Àquele que precisar!
É nobre e belo prestar um favor,
Servindo ao nosso irmão.
Só quem isso procura merece louvor
Só esse terá galardão!
Desperta e faz algo mais,
Não queiras somente sonhar
Pelo bem que fazemos a paz ganharemos
No céu que será nosso lar!

Hino: Sim, eu te seguirei


Salvador, eu quero amar-te, em tua senda quero andar.
Socorrer o irmão aflito, minha força em ti buscar.
Salvador eu quero amar-te sim, eu te seguirei.

Não me entrego a julgamentos, imperfeito sou também.
Nos recônditos da alma, dores há que não se vêem.
Não me entrego a julgamentos sim, eu te seguirei.

Cuidarei do irmão que sofre, sua dor consolarei.
E ao fraco e ferido meu auxílio estenderei.
Cuidarei do irmão que sofre sim, eu te seguirei.

Quero amar meu semelhante, como tu amaste a mim.
Dá-me forças, ó meu Mestre, para ser teu servo enfim.
Quero amar meu semelhante sim, eu te seguirei.

Hino: Onde encontrar a Paz?


Onde encontrar a paz e o consolo
Quando o mundo estiver contra mim?
Se na alma carregar dor, desconsolo
Onde encontrarei a paz sem fim?

Se me aflige a dor, se perco alento,
Anseio por saber a quem correrei.
Quem pode aliviar o meu tormento?
Em Cristo paz real, certo, terei.

Ele é meu Salvador e meu amigo,
Responde minha oração, dá me paz.
Sempre que eu lhe pedir, virá comigo,
Para vencer o mal, forte me faz.


Hino: Mais perto quero estar


Mais perto quero estar, meu Deus, de ti,
Mesmo que seja a dor, que me una a ti!
Sempre hei de suplicar: "Mais perto quero estar;
Mais perto quero estar, meu Deus, de ti!"

Vivendo triste aqui, na solidão,
Paz e descanso a mim os teus braços dão.
Sempre hei de suplicar: "Mais perto quero estar;
Mais perto quero estar, meu Deus, de ti!"

Sejam meus passos, pois, degraus do céu,
Todas as provações proveito meu.
Sempre hei de suplicar: "Mais perto quero estar;
Mais perto quero estar, meu Deus, de ti!"

Então ao despertar junto de ti,
As minhas aflições deixarei ali.
Sempre hei de suplicar: "Mais perto quero estar;
Mais perto quero estar, meu Deus, de ti"

Minha alma cantará a ti, Senhor,
Cheia de gratidão pelo Teu amor.
Sempre hei de suplicar: "Mais perto quero estar;
Mais perto quero estar, meu Deus, de ti!"

Hino: Vinde, ó santos


Vinde, ó santos, sem medo ou temor;
Mas alegres andai,
Rude é o caminho ao triste viajor,
Mas com fé caminhai.
É bem melhor encorajar
E o sofrimento amenizar;
Podeis agora em paz cantar:
Tudo bem! Tudo bem!

Por que dizeis: "É dura a provação"?
Tudo é bom, não temais.
Por que pensais em grande galardão,
Se a luta evitais?
Mas não deveis desanimar
Se tendes Deus para vos amar;
Podeis agora proclamar:
Tudo bem! Tudo bem!

Sem aflição, em paz e sem temor,
Encontramos um lar.
Hoje, libertos do pesar e dor,
Vamos todos cantar.
Partindo de nosso coração
Bem alto e com resolução,
O nosso glorioso refrão:
Tudo bem! Tudo bem!

Chegando a morte, tudo irá bem,
Vamos paz todos ter.
Livres das lutas e dores também,
Com os justos viver.
Mas se a vida Deus nos poupar
Bem alto poderemos cantar,
A uma só voz entoar:
Tudo bem! Tudo bem!

domingo, 12 de junho de 2011

Durante o sofrimento


Se te for requerido sofrer tribulações; se te encontrares em perigo entre os falsos irmãos; se te encontrares entre os salteadores; se te encontrares em perigo na terra ou no mar; se fores acusado de toda sorte de falsidades; se teus inimigos caírem sobre ti; se eles te arrancarem do convívio de teu pai e mãe e irmãos e irmãs; e se fores lançado na cova ou nas mãos de assassinos e receberes sentença de morte; se fores lançado no abismo; se vagas encapeladas conspirarem contra ti; se ventos furiosos se tornarem teus inimigos; se os céus se cobrirem de escuridão e todos os elementos da Natureza se unirem para obstruir o caminho; sabe, meu filho, que todas essas coisas te servirão de experiência e serão para o teu bem.

Filho do Homem desceu abaixo de todas elas.
És tu maior do que Ele?

Portanto, persevera em teu caminho e o sacerdócio permanecerá contigo; pois os limites deles estão determinados e não podem ultrapassá-los. Teus dias são conhecidos e teus anos não serão diminuídos; portanto, não temas o que o homem possa fazer, pois Deus estará contigo para todo o sempre.

Doutrina do Sacerdócio


Seu coração está tão fixo nas coisas deste mundo e aspiram tanto as honras dos homens, que eles não aprendem esta lição:

Que os Direitos do Sacerdócio são inseparavelmente ligados com os Poderes do Céu e que os Poderes do Céu não podem ser controlados nem exercidos, a não ser de acordo com os Princípios da Retidão.

Que eles nos podem ser conferidos, é verdade; mas quando nos propomos a encobrir nossos pecados ou satisfazer nosso orgulho, nossa vã ambição ou exercer controle ou domínio ou coação sobre a alma dos filhos dos homens, em qualquer grau de iniquidade, eis que os Céus se afastam; o Espírito do Senhor se magoa e, quando se afasta, amém para o Sacerdócio ou a autoridade desse homem.

Aprendemos, por tristes experiências que é a natureza e índole de quase todos os homens, tão logo suponham ter adquirido um pouco de autoridade, começar a exercer imediatamente domínio injusto.

Nenhum poder ou influência pode ou deve ser mantido em virtude do Sacerdócio, a não ser com persuasão, com longanimidade, com brandura e mansidão e com amor não fingido; com bondade e conhecimento puro, que grandemente expandirão a alma, sem hipocrisia e sem dolo, reprovando prontamente com firmeza, quando movido pelo Espírito Santo; e depois, mostrando então um amor maior por aquele que repriendeste, para que ele não te julgue seu inimigo; para que ele saiba que tua fidelidade é mais forte que os laços da morte. Que tuas entranhas também sejam cheias de caridade para com todos os homens e para a família da fé; e que a virtude adorne teus pensamentos incessantemente; então tua confiança se fortalecerá na presença de Deus; e a Doutrina do Sacerdócio destilar-se-á sobre tua alma como o orvalho do céu. O Espírito Santo será teu companheiro constante, e teu cetro (poder real), um cetro imutável de retidão e verdade; e teu domínio será um domínio eterno e sem ser compelido, fluirá para ti eternamente.

Verdade: onde está?


Ainda existe muita gente na Terra, em todas as seitas, partidos e denominações, que é cegada pela astúcia sutil dos homens que ficam à espreita para enganar, e que só está afastada da Verdade por não saber onde encontrá-la.

Curandeiros


Como podemos discernir os dons verdadeiros do Espírito Santo das imitações de Satanás?

- Satanás pode imitar os dons de língua, profecia, visões, cura e outros milagres. Moisés teve que competir com as imitações de Satanás na Corte do Faraó. Ele deseja que acreditemos em seus falsos profetas, falsos curandeiros e falsos fazedores de milagres. Eles podem parecer tão reais para nós que a única maneira de sabermos se são ou não de Deus é pedindo ao Pai o Dom do Discernimento. O próprio Diabo pode parecer como um Anjo de Luz. Satanás deseja cegar-nos, para que não enxerguemos a Verdade e deixemos de procurar os verdadeiros Dons do Espírito.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhoas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelha-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha... E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;

(Mateus 7:22-26)

Hino: Sou um Filho de Deus


Sou um Filho de Deus,
Por Ele estou aqui
Mandou-me à Terra, deu-me um lar,
E pais tão bons pra mim.

Ensinai-me, ajudai-me
As Leis de Deus guardar
Para que um dia eu vá
Com Ele habitar.

Sou um Filho de Deus,
Não me desampareis
E hoje mesmo começai
A ensinar-me as Leis.

Sou um Filho de Deus,
E galardão terei,
Se cumpro sua Lei aqui,
Com Ele viverei


Hino: Amai-vos uns aos outros


Amai-vos uns aos outros
Como eu vos amo
Este é o novo mandamento
Por isto saberão
Que sois meus discípulos,
Se vos amardes uns aos outros

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Hino: Faz-me andar só na luz


Quero aprender a seguir ao Senhor,
Quero aprender a orar com fervor,
Quero saber que à glória conduz.
Faz-me, faz-me andar só na luz.

Vinde, filhinos, eu vou ensinar
Os mandamentos que podem levar
De volta ao lar onde habita Jesus
Sempre, sempre, andando na luz.

Bom Pai Celeste, queremos te dar
Graças por tua bondade sem par
Por nos mandares teu Filho Jesus
Para, para que andemos na luz.


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Prece do Nosso Lar


Senhor, faze-me perceber que o trabalho do bem me aguarda em toda parte. Não me consintas perder tempo através de indagações inúteis. Lembra-me, por misericórdia, que estou no caminho da evolução com os meus semelhantes, não para consertá-los e sim para atender à minha própria melhoria. Induze-me a respeitar os direitos alheios a fim de que os meus sejam preservados. Dá-me consciência do lugar que me compete para que não esteja a exigir da vida aquilo que não me pertence. Não me permitas sonhar com realizações incompatíveis com os meus recursos, entretanto, por acréscimo de bondade, fortalece-me para a execução das pequeninas tarefas ao meu alcance.
Apaga-me os melindres pessoais de modo que não me transforme em estorvo diante dos irmãos, aos quais devo convivência e cooperação. Auxilia-me a reconhecer que cansaço e dificuldade não podem converter-me em pessoa intratável, mas mostra-me, por piedade, quanto posso fazer nas boas obras usando paciência e coragem, acima de quaisquer provações que me atinjam a existência. Concede-me forças para irradiar a Paz e o Amor que nos ensinaste. E, sobretudo, Senhor, perdoa as minhas fragilidades e sustenta-me a fé para que eu possa estar sempre em Ti, servindo aos outros.

Prece de Gratidão - Divaldo Pereira Franco


Senhor, muito obrigado, pelo que me deste, pelo que me dás!
Pelo ar, pelo pão, pela paz!
Muito obrigado, pela beleza que meus olhos vêem no altar da natureza. Olhos que contemplam o céu cor de anil, e se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil!
Pela minha faculdade de ver, pelos cegos eu quero interceder, por aqueles que vivem na escuridão e tropeçam na multidão, por eles eu oro e a Ti imploro comiseração, pois eu sei que depois dessa lida, numa outra vida, eles enxergarão!
Senhor, muito obrigado pelos ouvidos meus. Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro, a melodia do vento nos ramos do salgueiro, a dor e as lágrimas que escorrem no rosto do mundo inteiro. Ouvidos que ouvem a música do povo, que desce do morro na praça a cantar. A melodia dos imortais que a gente ouve uma vez e não se esquece nunca mais. Diante de minha capacidade de ouvir, pelos surdos eu te quero pedir, pois eu sei que depois desta dor, no teu reino de amor, eles voltarão a ouvir!
Muito obrigado Senhor, pela minha voz! Mas também pela voz que canta, que ensina, que consola. Pela voz que com emoção, profere uma sentida oração! Pela minha capacidade de falar, pelos mudos eu Te quero rogar, pois eu sei que depois desta dor, no teu reino de amor, eles também cantarão!
Muito obrigado Senhor, pelas minhas mãos, mas também pelas mãos que aram, que semeiam, que agasalham. Mãos de caridade, de solidariedade. Mãos que apertam mãos. Mãos de poesias, de cirurgias, de sinfonias, de psicografias, mãos que numa noite fria, cuida ou lava louça numa pia. Mãos que a beira de uma sepultura, abraça alguém com ternura, num momento de amargura. Mãos que no seio, agasalham o filho de um corpo alheio, sem receio.
E meus pés que me levam a caminhar, sem reclamar. Porque eu vejo na Terra amputados, deformados, aleijados... e eu posso bailar!... Por eles eu oro, e a ti imploro, porque eu sei que depois dessa expiação, numa outra situação, eles também bailarão.
Por fim Senhor, muito obrigado pelo meu lar! Pois é tão maravilhoso ter um lar... Não importa se este lar é uma mansão, um ninho, uma casa no caminho, um bangalô, seja lá o que for! O importante é que dentro dele exista a presença da harmonia e do amor! O amor de mãe, de pai, de irmão, de uma companheira... De alguém que nos dê a mão, nem que seja a presença de um cão, porque é tão doloroso viver na solidão! Mas se eu ninguém tiver, nem um teto para me agasalhar, uma cama para eu deitar, um ombro para eu chorar, ou alguém para desabafar..., não reclamarei, não lastimarei, nem blasfemarei. Porque eu tenho a Ti! Então muito obrigado porque eu nasci! E pelo Teu amor, Teu sacrifício, Tua paixão por nós, muito obrigado Senhor!